Anestesia



           A anestesia tem um papel fundamental na medicina: ela evita sofrimento e dor durante procedimentos cirúrgicos, exames e também é utilizada para amenizar sintomas dolorosos de doenças.
            Essa grande invenção na história da medicina não só beneficiou os pacientes, como também tornou mais fácil a vida dos cirurgiões, que não tinham mais que lidar com pacientes desesperados contorcendo-se de dor na mesa de cirurgia durante uma amputação, ou com uma fuga precipitada.
            Os pacientes só deixaram de ser amarrados e desmaiar graças a dois dentistas norte-americanos: Horace Wells e William Thomas Green Morton.
            O primeiro ficou conhecido por utilizar o óxido nitroso – também chamado de gás hilariante – como anestésico. No século XIX, nas tendas onde ficavam palhaços se divertindo havia também esse gást hilariante, em que as pessoas inalavam e ficavam felizes, rindo atoa. Num desses espetáculos,certa pessoa que tinha acabado de inalar o gás machucou a perna, o dentista que estava lá observou que a perna daquela pessoa estava escorrendo sangue e ela nada sentiu. O cientista muito inteligente pegou aquele gás e usou em um paciente, retirando o dente do mesmo e ele nada sentiu.Comprovando assim os efeitos anestésicos do gás.
            O segundo entrou para a história da medicina por protagonizar a primeira demonstração pública do éter numa cirurgia. Ao término do feito histórico, William voltou-se para o auditório e afirmou: “Senhores, aqui não há truques”. E mais: “Daqui a muitos séculos, os estudantes virão a este hospital para conhecer o local onde se demonstrou pela primeira vez a mais gloriosa descoberta da ciência.”
            A descoberta da anestesia foi uma das inovações clínicas que revolucionou a cirurgia. A anestesia com éter foi descoberta em Boston na década de 1840 e que ficou por mais ou menos 50 anos reinando na anestesia. Mais tarde o éter passou a não ser mais usado pois era altamente explosivo.
            Anos antes, em 1831, o clorofórmio havia sido elaborado, ele fazia anestesia só que deprimia rapidamente o coração. A primeira morte em anestesia foi com Clorofórmio.Também alguns manuscritos  de Wells , ensinava o emprego de extratos do ópio, mandrágora e meimendro misturados com vinho, que eram bebidos pelo enfermo, antes da cirurgia, para fins anestésicos.
            Os anestésicos locais mais empregados atualmente são: a xilocaína, a marcaína, a lidocaína, a tetracaína e a novocaína.


Métodos pouco indicados para impedir a dor no passado

• Os assírios comprimiam a carótida (artéria que leva sangue para o cérebro) do paciente até que ele ficasse inconsciente.
• Na Europa medieval era comum a concussão cerebral. A técnica consistia em golpear uma tigela de madeira colocada sobre a cabeça do enfermo de forma que o crânio ficasse intacto e o paciente inconsciente.
• Hipócrates, o “pai da medicina, usava a esponja soporífera (impregnada de ópio, vinho e plantas como o meimendro e a mandrágora) sob o nariz de seus doentes para nocauteá-los.
• Gelo ou neve eram utilizados no século 16 para congelar partes do corpo do paciente antes da cirurgia.
• Friedrich Mesmer, médico austríaco, usava no século 18 o “magnetismo animal” – na verdade uma forma de hipnotismo – como método anestésico.





Fontes:
http://super.abril.com.br/ciencia
www.infoescola.com › Medicina


           

Acelerador de Partículas

         Tratando-se em invenções e avanços do século XX, com certeza destaca-se o acelerador de partículas que se tornou uma das frentes de batalha mais promissoras na física atual.
            Trata-se de uma máquina capaz de quebrar os componentes mais ínfimos da matéria, como as partículas elementares do átomo. Por meio de campos magnéticos, o equipamento acelera feixes dessas partículas a velocidades próximas à da luz. Quando um feixe colide com outro, elas se estilhaçam em unidades ainda menores. O choque das partículas é registrado por detectores eletrônicos, permitindo aos pesquisadores estudar o que existe dentro delas. É com base em experimentos desse tipo que os cientistas esperam descobrir de que o Universo era constituído antes do Big Bang - a explosão primordial que deu origem às galáxias, às estrelas e aos planetas.
            Existem basicamente dois tipos de aceleradores: os lineares e os circulares. Nos lineares, as partículas são aceleradas dentro de um tubo linear. A energia máxima dessas partículas está limitada pelo comprimento do tubo e pela intensidade dos campos eletromagnéticos.
            Os aceleradores circulares fornecem muito mais energia para as partículas aceleradas. Isso se deve ao fato de que se pode acelerar dois feixes com cargas opostas ao mesmo tempo, assim as partículas ficam aprisionadas neste tubo em forma de anel, percorrendo este caminho muitas vezes até que atinja a energia máxima desejada. Com isso os feixes serão desviados e colidirão dentro de um detector.
            Os aceleradores de partículas foram inventados na década de 1920 como uma ferramenta para a investigação em física. Por fora, parecem grandes túneis, e podem ter vários quilômetros de extensão. Dentro deles, partículas como protões, electrões, positrões, anti-protões e diferentes tipos de iões são acelerados.
            O estudo das partículas elementares constituintes de núcleo atómico se iniciou de um pequeno acelerador desenvolvido em 1927 pelos físicos ingleses J. D. Cockcroft e E. T. S. Walton na Universidade de Cambridge, Inglaterra. Estes cientistas através do dispositivo conseguiram realizar primeira reação nuclear induzida artificialmente ganhando assim o Prémio Nobel de física de 1951.
            O Large Hadron Collider ou LHC (Grande Colisionador de Hadrões) é o maior acelerador de partículas do mundo construído até hoje, e está localizado no CERN que é o Laboratório Europeu de Física de Partículas, situado perto de Genebra, Suíça. Que tem por objetivo a investigação científica pura, sem objetivos militares.
            O LHC entrou em funcionamento no dia 10 de Setembro de 2008. Trata-se de um projeto grandioso em que participaram mais de 10 mil cientistas e engenheiros de 580 universidades e de cerca de 100 nacionalidades. É um anel circular, com 27 km de comprimento e cerca de 8,6 km de diâmetro, localizado a 100 metros abaixo da superfície, na fronteira da França com a Suíça.Hoje em dia existem cerca de dez mil aceleradores de partículas espalhados pelo mundo, metade dos quais são utilizados em medicina e apenas alguns em investigação fundamental.
            Em medicina, os aceleradores têm duas aplicações: imagiologia (diagnóstico por imagem do corpo) e terapia com radiofármacos (tratamento a doentes cancerosos). Este aspecto torna a terapia de protões ideal para o tratamento de tumores que se situam perto de órgãos delicados, onde a precisão é vital. 
            Exemplos comuns de aceleradores de partículas existem nas televisões e geradores de raios-X, na produção de isótopos radioactivos, na radioterapia do câncro, na radiografia de alta potência para uso industrial e na polimerização de plásticos.
         


Acelerador de partículas – LHC

Colisor Tevatron do Fermi National Accelerator Laboratory




Fontes:

O Telégrafo

Um dos fatos mais interessantes na história da invenção do telégrafo foi que seu inventor, Samuel F. B. Morse, começou a vida como artista, mais especificamente como retratista. Normalmente, as pessoas que são criativas nas ciências humanas não se envolvem em atividades que tenham a ver com mecânica, mas sempre existiram exceções a essa "regra". Na verdade, o primeiro exemplo seria Leonardo da Vinci.
Após se formar na Universidade de Yale, em 1810, Morse embarcou para a Inglaterra com o intuito de estudar arte. E foi o que realmente fez, retornando aos Estados Unidos em 1813 e se aprimorando
gradualmente até se tornar um dos melhores retratistas da América. Ele retratou diversas personalidades da época, incluindo outro inventor, Eli Whilney, que inventou a máquina descaroçadora de algodão.Morse sempre teve interesse pela ciência. Um dia, em 1832, ao retornar de uma de suas viagens à Europa, ele escutou por acaso algo que estimulou sua imaginação. A conversa era sobre a invenção do eletromagneto, por Joseph Henry, um aparelho que, conforme Morse saberia mais tarde, era capaz de emitir um impulso através de um fio. Na verdade, Morse soube que, em 1831, Henry havia enviado um impulso através de um fio com mais de 1.600 metros de extensão. Um impulso elétrico, gerado por uma bateria, percorreu
um fio e, ao chegar à outra ponta, fez com que um sino, acoplado a um ponto magnético, tocasse.A idéia de Morse era criar um sistema de comunicação utilizando uma linguagem baseada em impulsos elétricos. Apegando-se a tal idéia, ele começou a criar uma série de transmissores e receptores
magnéticos e, três anos após ter escutado a conversa no navio, Morse já estava preparado para testar os protótipos. Prendendo- se cada vez mais às suas criações mecânicas, em 1837 ele abandonou completamente a arte e um ano mais tarde desenvolveu uma série de pontos e traços que viriam a ser conhecidos como "código Morse" O problema para Morse, então, passou a ser testar sua invenção em grande escala. Para tanto, ele trabalhou duro no intuito de persuadir o Congresso dos Estados Unidos a patrocinar seu projeto. A princípio ele não foi bem-sucedido em seus esforços para convencer o Congresso, mas posteriormente Morse persuadiu os congressistas e foi estendida uma linha percorrendo os quase 60
quilômetros que separam Baltimore de Washington. Os expectadores, com a respiração suspensa, assistiram a um operador telegrafar a mensagem que seria recebida na outra ponta da linha: "O que Deus fez?"
Até mesmo Morse enfrentava problemas com relação ao registro da patente — como muitos outros inventores tiveram — e foi processado diversas vezes por muitas pessoas que aspiravam a ter direitos pelas patentes dele. Finalmente, o litígio definitivo chegou à Suprema Corte americana. Em 1854, a Corte decidiu a favor de Morse.
Ironicamente, o único homem que não processou Morse foi justamente aquele que poderia reivindicar algo: Joseph Henry. Foi Henry quem inventou o sistema de relés que permitiu que o sinal telegráfico fosse ampliado e pudesse ser receptado em seu destino, mas Morse nunca reconheceu isso. Na realidade, assim como alguns outros inventores, ele nunca reconheceu o auxílio de alguém.
Com o passar dos anos, o aparelho de recepção também foi redesenhado. Primeiro, havia um rolo de papel contínuo e um instrumento pontiagudo que perfurava o código, e então um dispositivo usando tinta tomou seu lugar. Por volta de meados da década de 1850, descobriu-se que os operadores eram capazes de escrever o código se algum tipo de "sonorizador" fosse utilizado. O sonorizador passou a ser adotado e seu som característico se tornou famoso em muitas cenas de filme em que a vida estava por um fio. Morse morreu aos 81 anos, em 1872. Sua invenção o tornou rico e ele se tornou um filantropo, contribuindo para organizações
missionárias e de assistência a dependentes do álcool, assim como para escolas.

Computador pessoal/ de mesa

   Os computadores de mesa de hoje estão geralmente associados a adjetivos usados no marketing referente a máquinas — "design arrojado", "moderno" e de "alta tecnologia" — e operados por infomaníacos ou genios, como Bill Gates, da Microsoft, ou Steve Jobs, da Apple. Diferentemente do que se possa supor, o computador de mesa é simplesmente o último passo de uma longa evolução. A maioria das pessoas simplesmente associa os computadores mais antigos às máquinas de aparência industrial que atulhavam as salas e efetuavam cálculos lentamente nas décadas de 1940 e 1950. Com o passar do tempo, essas máquinas ficaram cada vez menores e mais rápidas em seus cálculos, até que o computador de mesa surgiu no início dos anos 1980. Existem dois tipos b á s i c o s de computador. O primeiro é o computador analógico. Computadores analógicos efetuam cálculos baseados em quantidades que variam continuamente, como a temperatura, a velocidade e o peso. Em vez de efetuarem um cálculo aritmético, os computadores analógicos "computam" uma coisa através da mensuração de outra. O desenvolvimento do primeiro computador moderno é creditado a Vannevar Bush, engenheiro elétrico do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), na década de 1930. O computador atendia àquilo de que ele e sua equipe precisavam: uma maneira de reduzir o tempo gasto na tarefa de resolver equações matemáticas que, por sua vez, auxiliariam na solução de problemas de engenharia.
   O que eles procuravam era a automação do processo de solução de problemas. Finalmente, em 1936 eles criaram o "analisador diferencial".
   O computador pesava 100 toneladas, possuía 150 motores e centenas de metros de fio. Isso significava trabalho e equipamento demais para o que havia sido idealizado. Estimava-se que a máquina trabalhava a uma velocidade 100 vezes superior à de alguém utilizando uma calculadora. Apesar de terem obtido um sucesso considerável para a época, em meados da década de 1950 muitas das tarefas mais complexas executadas pelos computadores analógicos estavam sendo realizadas com maior rapidez e precisão por computadoresdigitais. Mesmo assim, computadores analógicos ainda são utilizados para cálculos científicos e navegação de espaçonaves, entre outras coisas.
   O segundo tipo de computador é o já mencionado cocomputador digital. Ele é programável e processa números e palavras de maneira precisa e em altíssima velocidade. E importante assinalar que o computador digital foi desenvolvido por motivos idênticos aos do analógico: a interminável busca por aparelhos que amenizassem os esforços na execução de tarefas. Apesar de existirem registros de dispositivos de cálculo tão antigos quanto o ábaco, do século V a.C, e as pedras utilizadas para cálculos pelos mercadores em Roma,
nenhum desses equipamentos primitivos era automático.
   Uma pessoa que não aceitava erros era Charles Babbage, um jovem e brilhante matemático inglês. Em 1822, Babbage produziu um pequeno modelo de sua "máquina diferencial". Esta adicionava e imprimia tabelas matemáticas à medida que um usuário acionava uma alavanca na parte superior dela.
   O aparelho nunca chegou a ter grande produção, mas pouco depois Babbage já havia desenvolvido sua "máquina analítica", uma máquina automatizada e programável que realizava uma série de funções matemáticas. Vinte anos mais tarde, essa tecnologia auxiliou o governo dos Estados Unidos a completar os dados do senso populacional. A evolução do computador digital está intimamente associada à Segunda Guerra Mundial e foi o advento do computador, aliado à habilidade de seus usuários, que mudou o destino
da guerra. O Colossus foi um computador desenvolvido pelos britânicos com a finalidade específica de decifrar os códigos alemães.
   A característica mais importante daquilo que as pessoas poderiam chamar verdadeiramente de computador era a capacidade de armazenar um programa. O primeiro computador a armazenar um programa operacional completo foi exibido na Universidade de Cambridge em maio de 1949.
   O primeiro computador comercial dos Estados Unidos surgiu em março de 1951, possuía 1.000 palavras de 12 dígitos em sua memória e podia efetuar 8.333 adições e 555 multiplicações por segundo. A máquina possuía cinco mil tubos e ocupava mais de 60 metros quadrados, espaço consideravelmente menor ao ocupado por modelos anteriores. O escritório de Censo Demográfico do governo americano foi quem primeiro comprou o computador. Os primeiros computadores da IBM foram produzidos em Pough keepsie, Estado de Nova York. A primeira encomenda foi entregue em março de 1953. Um total de 19 computadores foi vendido, cada um deles com capacidade de efetuar 2.200 multiplicações por segundo.
   O resto, como se costuma dizer, é história. Os computadores de mesa hoje são mais rápidos, menores, possuem maior memória e têm a capacidade de efetuar muito mais funções que seus predecessores
— tudo isso graças à invenção do microchip.
   Os computadores desempenham um papel crucial em todas as áreas da vida moderna e irão assumir uma importância cada vez maior na maneira como vivemos e interagimos. Esse potencial de interação evoluiu com o crescimento da internet, onde muitas pessoas estão conectadas a outras ao redor do mundo.

O Rádio

   Do mesmo modo que uma grande quantidade de invenções, o rádio dependeu, para sua criação, de duas outras: o telégrafo e o telefone. E, do mesmo modo que outros inventos, envolveu um número razoável
de pessoas. No centro do surgimento do rádio está Guglielmo Marconi, um físico italiano que utilizou as idéias de outros e as reuniu em seu primeiro "radiotelégrafo". Antes de Marconi, James Maxwell, um físico escocês, foi quem primeiro postulou, nos anos 1860, que era possível enviar radiações eletromagnéticas através do que até então era conhecido como "éter". Heinrich Hertz, também físico, conseguiu demonstrar, cerca de 20 anos depois de Maxwell, que tais radiações realmente existiam e chamou-as de "ondas hertzianas". Foi então que, em 1894, Sir Oliver Lodge, um cientista inglês, enviou um sinal semelhante ao código Morse a uma distância de 8 0 0 menus. 
   Infelizmente, tanto Hertz quanto Lodge consideraram as ondas de rádio apenas uma excentricidade científica, sem qualquer aplicação prática. Obviamente, o julgamento deles não foi compartilhado por todos. Um cientista russo chamado Alexander Stepanovich Popov pressentiu algumas aplicações práticas, incluindo a emissão e recepção de sinais a quilômetros de distância, algo extremamente eficiente para a comunicação com barcos. Na Rússia, Popov é aclamado como o inventor do rádio.Enquanto Popov trabalhava na Rússia, Marconi trabalhava na Itália. De fato, Marconi estava realizando uma série de experiências numa propriedade de sua família em Bolonha; uma delas consistia em impulsionar a energia de um sinal para enviá-lo para o lado
oposto de uma colina. Ele obteve sucesso quando ligou uma extremidade de seu transmissor a um longo fio que, por sua vez, estava fixado ao topo de um poste. A invenção evoluiu gradualmente, ficando cada vez mais potente, até o ponto em que Marconi pôde enviar o feixe de ondas de rádio a uma distância de mais de 14 quilômetros através do Canal da Mancha. Encorajado pelo sucesso, Marconi e seu primo fundaram a
Wireless Telegraph and Signal Company. Em 1899, ele estabeleceu uma estação "radiotelegráfica" na Inglaterra para se comunicar com outra estação na França, que estava a 5 0 quilômetros de distância. Alguns cientistas, sem dar muita importância ao fato, afirmaram que qualquer tentativa de transmitir o sinal a uma distância maior seria impossível. Em 1 9 0 1 , a teoria científica vigente sustentava que era impossível o envio de um sinal de rádio a uma distância muito grande por causa da curvatura da Terra. Assim como a luz, as ondas eletromagnéticas se deslocavam em linha reta, o que tornava impossível curvatura. No dia 11 de dezembro daquele ano, Marconi preparou um teste no qual um sinal seria enviado por 3 . 2 0 0 quilômetros, partindo de Poldhu, cidade no condado inglês da Cornuália, em direção a St. John's, na província canadense de Newfoundland. Ele emitiu a letras, o sinal foi receptado e o mundo inteiro logo tomou conhecimento.
   Havia um certo mistério a respeito de como exatamente ele conseguiu essa proeza. Para o teste, Marconi havia substituído o fio receptor normalmente utilizado por um aparelho chamado de "coherer", um tubo repleto com limalha de ferro, capaz de conduzir ondas de rádio. Ninguém, na época, sabia explicar como o aparelho funcionava, mas muitos acreditavam que havia alguma relação com a "ionosfera", que refletia os raios eletromagnéticos. Entretanto, em 1924, o mistério foi elucidado: havia uma camada eletrificada
na porção mais alta da atmosfera capaz de refletir tal radiação, que
podia ricochetear nessa camada e atingir o seu destino que a sua invenção estava sendo usada em navios de guerra das marinhas britânica e indiana e em 298 navios da marinha mercante britânica.
   Uma série de acontecimentos continuou a espalhar os feitos do rádio pelo mundo; entre os mais reconhecidos está a captura do famoso assassino Hawley H. Crippen e de sua amante após o capitão de um barco onde eles se encontravam ter sido alertado da presença dos fugitivos pelo rádio. Outra demonstração de sua importância pôde ser verificada quando do naufrágio do Titanic, em 1912. O rádio se tornou, obviamente, uma das mais importantes invenções da História.

A Televisão

   A maioria das pessoas imagina que o surgimento da televisão foi uma conseqüência do aperfeiçoamento e da popularização do telefone, do cinema e do rádio, mas a realidade é que as primeiras pesquisas e experiências se iniciaram em meados do século XIX! Provas teóricas da relação entre luz e eletricidade — essenciais para a transmissão de TV — haviam sido detalhadas por Michael Faraday em uma série de experiências na década de 1830, e havia também outros insights.
   Apesar de essas descobertas aparentemente terem aberto caminho para que o surgimento da televisão tenha ocorrido relativamente cedo, havia outros obstáculos técnicos no caminho, incluindo o fato de que a transmissão do som por ondas — essencial para a transmissão de TV — era desconhecida.
   Os sinais de TV são transmitidos eletronicamente, o que significa que as ondas luminosas que serão transmitidas devem ser convertidas em sinais eletrônicos, e isso não é tão simples de realizar. O primeiro avanço para a solução desse dilema veio em 1873, quando foi descoberto que o elemento químico selênio apresentava uma variação em sua resistência elétrica proporcional à quantidade de luz a que era submetido. Assim, tornava-se possível converter a luz em sinal eletrônico ou "pulso", que, teoricamente, poderia ser enviado por meio de um cabo ou transmitido pelo ar.
   Em 1883, o engenheiro alemão Paul Nipkow apresentou um dispositivo utilizando um disco rotativo de varredura perfurado por minúsculos orifícios em forma de espiral. Esse disco dividia uma imagem numa série de pontos que, por sua vez, atingiam uma fotocélula. Esta enviava uma série de pulsos elétricos a um receplor, onde um outro disco de varredura estava posicionado em frente a uma luz e "organizava" os padrões de pontos numa imagem. Era uma imagem rudimentar e um tanto vaga, mas essa foi a primeira imagem televisiva.A TV em cores se tornou uma realidade em 1953, com o primeiro aparelho colocado à venda em 1954. Cada aparelho com tela pequena custava 1.000 dólares, mas, na virada do século XXI, a
TV em cores deixou de ter a mesma importância. A tecnologia da TV continua a evoluir juntamente com conexões com novas tecnologias de mídia, como o DVD e a internet. Mas é impossível prever o quanto a TV aumentará sua importância em nossas vidas e nas das futuras gerações.

Máquina de Costura


Foi em 1830 que o alfaiate francês Barthélemy Thimonnier inventou a primeira máquina de costura para o uso na sua própria fábrica de roupas. A máquina original usou somente um fio e uma agulha curvada para um ponto de corrente. A fábrica de Barthélemy foi incendiada e ele quase foi morto por uma turma de alfaiates franceses que tinham medo que as máquinas que ele inventou os deixariam desempregados. Alguns anos mais tarde na América, Walter Hunt compartilhou os mesmos medos, e abandonou o trabalho para patentear a sua própria versão de uma máquina de costura - reta que passou a possuir lançadeira e agulha com olho na ponta para fazer uma costura fechada prática. Os medos que os alfaiates tinham eram infundados, pois com as máquinas de costura industrial foram criadas múltiplas oportunidades de trabalho mundial. John A. Bradshaw aperfeiçoou a primeira máquina de fabricação americana a ser vendida em quantidades comerciais. Elias Howe Jr. ainda jovem, começou a trabalhar numa fábrica de máquinas para a industrialização do algodão. Após conceber a idéia de construir uma máquina de costura, durante cinco anos dedicou todas as horas possíveis à realização do projeto e, em 1846, foi o primeiro a patentear uma máquina contendo uma agulha com olho na ponta que transportava um fio contínuo e fazia costura fechada. John Bachelder desenvolveu e patenteou a primeira máquina de alimentação contínua. Lerow e Blodgett inventaram a primeira lançadeira de movimento contínuo girando num plano horizontal. Já o famoso inventor americano Allen B. Wilson contribuiu com o gancho rotativo e a alimentação de quatro movimentos em 1851. Também em 1851, William O. Grover concebeu o dispositivo de ponto corrente de dois fios. E finalmente Isaac Merrit Singer tomou alguns dos princípios inventados por outros, combinou-os no mais prático arranjo, acrescentou características importantes de seu próprio projeto e deu ao mundo a primeira máquina de costura verdadeiramente prática. A eletricidade e rolamentos aperfeiçoados aumentaram a velocidade na costura. Uma máquina de costura de uso doméstico pode fazer até 1.500 pontos por minuto. Já algumas de uso industrial chegam a fazer 7.000 pontos por minuto.
Fábricas modernas de costura incorporam as mesmas técnicas de produção de massa como outras indústrias, com cada estação de trabalho completando uma parte do trabalho total. Máquinas de costura industriais geralmente são projetadas executar uma função específica de costura tal como bordado. A máquina de costura doméstica usada em casa é fabricada para executar muitas tarefas de costura como pontos retos ou em ziguezague. Máquinas de costura industriais foram criadas simplificar e acelerar a mão-de-obra na costura Uma variedade de máquinas com funções diferentes são operadas para completar alguns serviços da fabricação das roupas. Como por exemplo, a máquina de agulhas duplas que são usadas para costurar detalhe a itens como jeans.
As máquinas de costura cada vez mais, vão se modernizando para atender as diversas necessidades de seus compradores. Existe cinto tipos de máquinas de costura que são elas: as domésticas, as portáteis, as industriais, as computadorizadas e as de overlock.

Máquina de Raios X

   
   Essa descoberta tem inegável importância na medicina, na tecnologia e na pesquisa científica atual. Prova disso é o fato de que um exame de RAIOS-X, tornou-se extremamente comum e essencial para os médicos terem um possível diagnóstico do paciente.
   O responsável disso foi o físico alemão Wilhelm Conrad Roentgen (1845-1923). Roentgen tinha como temas prediletos as propriedades físicas dos cristais e a física aplicada. Pelo que se sabe, ele era tão cuidadoso, que jamais teve de revisar os resultados publicados. Isso explica o fato de que mesmo sendo um detentor do Prêmio Nobel de Física em toda sua vida publicou menos de 60 trabalhos. 
   A seguir temos um relato do que de fato ocorreu no dia em que por acaso foi constatada uma grande descoberta: “No fim da tarde de 8 de novembro de 1895, quando todos haviam encerrado a jornada de trabalho, Wilhelm Conrad Roentgen continuava no seu pequeno laboratório, sob os olhares atentos do seu servente. Enquanto Roentgen, naquela sala escura, se ocupava com a observação da condução de eletricidade através de um tubo de Crookes, o servente, em alto estado de excitação, chamou-lhe a atenção: ‘Professor, olhe a tela!’. 
   Nas proximidades do tubo de vácuo havia uma tela coberta com platino cianeto de bário, sobre a qual se projetava uma inesperada luminosidade, resultante da fluorescência do material. Roentgen girou a tela, de modo que a face sem o material fluorescente ficasse de frente para o tubo de Crookes; ainda assim ele observou a fluorescência. Foi então que resolveu colocar sua mão na frente do tubo, vendo seus ossos projetados na tela. Roentgen observava, pela primeira vez, aquilo que passou a ser denominado raios X.”
   Quando papéis fotográficos, protegidos contra a luz, eram geralmente colocados próximos aos tubos de raios catódicos, conseqüentemente expostos aos raios X ali produzidos e ainda não descobertos, os papéis eram velados. Outros físicos como Lenard observaram esse "fenômeno" dos papéis velados, mas jamais relacionaram os fatos, e sendo assim chegaram perto, não descobriram os RAIOS-X.


Curiosidade

   Em 1895, Wilhelm Roentgen fez os raios-X, da mão de sua esposa, essa imagem fantasmagórica de uma mão usando um anel de casamento chocou e fascinou o público.
Naquela época, então, a mais nova mania se tornou tirar um “retrato” de seu próprio esqueleto 
   O que é mais assustador é que as pessoas se expunham a altíssimas doses de radiação ionizada constantemente, pensando que era totalmente seguro, sem conhecimento que poderia ser extremamente danoso para a saúde. 
                     

Fontes:
hypescience.com

Telefone

 
  O mais irônico a respeito da invenção do telefone foi o fato de ter sido marcada por problemas de comunicação ou pela falta dela. Na verdade, muitos inventores trabalhavam individualmente, não compreendendo bem as descobertas anteriores ou perdendo tempo em alcançar resultados que alguém já havia conseguido.
   Alexander Graham Bell, por exemplo, é aclamado como o inventor do telefone. No dia 10 de março de 1876, utilizando seu aparelho recém-construído, proferiu as célebres palavras para seu assistente: "Sr. Watson, venha aqui, eu gostaria de vê-lo." Entretanto,
Bell não foi a única pessoa a explorar esse dispositivo que posteriormente viríamos a chamar de telefone. Na realidade, somente obteve o crédito com sua invenção por uma questão de horas, já que outros haviam obtido o mesmo sucesso que ele. Elisha Gray
também entrou com um pedido de registro de patente para um telefone apenas algumas horas após Bell, e, se sua patente tivesse sido registrada antes da de Bell, provavelmente estaríamos narrando a sua conquista.
   Alem disso, os inventores não faziam qualquer cerimônia em se apropriar da tecnologia alheia para proveito próprio. Bell, por exemplo, não havia ainda construído um telefone que funcionasse, mas acabaria por fazê-lo três semanas após entrar com seu pedido de registro de patente utilizando as "instruções de montagem de invento" elaboradas pelo químico inglês Stephen Gray.
   Apesar de ambos os inventores serem obstinados, dedicados e inventivos, foi o conhecimento de Bell a respeito da acústica (o estudo do som) que fez com que levasse vantagem sobre Gray. Bell conhecia um pouco sobre eletricidade, um componente indispensável para a construção de um telefone que funcionasse, mas era um exímio conhecedor de acústica. De fato, assim como Gray, muitos outros inventores que trabalhavam em projetos similares tinham maiores conhecimentos de eletricidade do que de acústica, o que se traduzia numa completa inaptidão em lidar simultaneamente com duas disciplinas para a criação do telefone. O primeiro passo importante na evolução do telefone ocorreu em 1729, quando Stephen Gray fez com que a eletricidade fosse conduzida por um fio por mais de 90 metros.  Em 1820, entra em cena o físico dinamarquês Christian Oersted. Em seu famoso experimento em sala de aula na        Universidade de Copenhague, ele aproximou uma bússola de um fio alimentado por uma corrente elétrica. Como conseqüência, a agulha da bússola começou a se mover como se estivesse sendo atraída por um grande ímã. Oersted havia feito uma descoberta surpreendente: a corrente elétrica cria um campo magnético.
   Um ano mais tarde, o inventor Michael Faraday inverteu a experiência de Oersted e descobriu a indução elétrica. Ele conseguiu criar uma corrente elétrica fraca ao enrolar fios ao redor de um ímã. Em outras palavras, um campo magnético fez com que uma corrente elétrica percorresse um fio que estava próximo.
   O resultado foi assombroso. Energia mecânica podia ser convertida em energia elétrica. A conseqüência dessa descoberta, anos mais tarde, foi a elaboração de turbinas que, impulsionadas pelo fluxo de água ou pela queima de carvão, produziam eletricidade
   Tanto o modelo primitivo do telefone — um aparelho rústico com um funil, um recipiente com ácido e alguns fios apoiados em uma base de madeira — quanto o aparelho de nossos dias apresentam um modo de funcionar muito semelhante.
   Nos transmissores elétricos modernos, uma fina folha de plástico (muito similar ao tímpano humano, que funciona sob o mesmo princípio) é coberta por um revestimento metálico condutor. O plástico separa o revestimento de um outro eletrodo metálico e mantém um campo elétrico entre eles. As vibrações provenientes das ondas sonoras produzem flutuações no campo elétrico, que, por sua vez, produzem pequenas variações de voltagem.
As voltagens são ampliadas para transmissão através da linha telefônica. Trocando em miúdos, o telefone moderno é um instrumento elétrico que carrega e varia a corrente elétrica entre dois diafragmas mecânicos. Ele duplica o som original de um diafragma e o transfere para outro. Simples, mas ao mesmo tempo profundo em seu impacto

A Impressão com Tipos Moveis

    
   Os antropólogos creditam o advento da escrita como o ponto de passagem entre a Pré-história e a História. A escrita permitiu que os pensamentos pudessem ser registrados. Mais tarde, a impressão permitiu que fossem produzidas múltiplas cópias de páginas de livros. Pela primeira vez na História, os pensamentos e idéias das grandes mentes podiam ser comunicados às massas por intermédio de livros que, até então, eram escritos em latim e produzidos em quantidade limitada para os clérigos e a nobreza.     Para resumirmos o impacto causado pela impressão, ela alfabetizou um mundo praticamente
de analfabetos. Tudo começou com blocos de madeira nos quais um dos lados possuía letras em alto-relevo. Os blocos eram posicionados em ordem dentro de uma moldura e cobertos de tinta; posteriormente, uma folha de papel era pressionada contra eles. Quando o papel era removido, uma cópia pintada das letras permanecia impressa no papel.
   A impressão com tipos móveis permitia que uma pessoa fizesse o serviço de muitas. Em um único dia, uma pessoa conseguia produzir o que um escrivão levaria um ano para fazer.
   Mas havia um problema com os blocos de madeira. Com o passar do tempo e o uso, eles começavam a se desintegrar e novos blocos precisavam ser produzidos. E justamente nesse momento que entra em cena Johannes Gutenberg, um impressor alemão. Gutenberg desenvolveu um molde em liga de metal para cada letra que resistia melhor ao passar do tempo e podia ser reutilizado infinitas vezes. De fato, seu método de reprodução mecânica de material impresso demonstrou-se tão eficaz que nenhuma mudança significativa foi feita no método de impressão em mais de 500 anos. Sua invenção permitiu que o impressor não somente montasse palavras a partir dos moldes de letras individuais, mas também que se organizassem as palavras em linhas niveladas, colocando várias dessas linhas juntas em um único modelo. Esse sistema permitiu que os impressores fizessem algo que eles nunca tiveram capacidade de fazer: produzir milhares de cópias de uma mesma página. A invenção de Gutenberg também serviu para outro propósito: permitiu que as pessoas lessem, o que representou um aumento expressivo da alfabetização.