A Caneta / o Lápis

   Ninguém sabe precisar quando o primeiro instrumento de escrita foi inventado, mas podemos afirmar que ele nos tem acompanhado já faz muito tempo. Por este motivo, uma descoberta em Borrowdale, na Inglaterra, em 1564, fez com que a cidade se tornasse o local de nascimento do lápis moderno. Segundo consta, um transeunte desconhecido encontrou pedaços de uma substância negra e brilhante grudados às raízes de uma árvore caída — e o material podia ser usado para escrever e desenhar. A descoberta causou certa excitação, e a substância, uma forma de carbono, ficou conhecida como "grafita".
   Fazer com que a grafita pudesse ser útil se mostrou um grande problema, dada a sua natureza macia e frágil. Era necessário algo para envolvê-la. A princípio, varetas de grafita eram envolvidas por um barbante. Posteriormente, a grafita era inserida entre duas varetas côncavas de madeira. Apesar de laborioso, o método se mostrou produtivo e surgiu o lápis com um invólucro de madeira.
   O primeiro processo de patente para a fabricação de lápis foi apresentado em 1795 pelo químico francês Nicolas Conte. Sua patente mencionava o uso de uma mistura de grafita e argila que era queimada antes de ser inserida num invólucro de madeira. Os mais antigos lápis produzidos por esse método eram cilíndricos e com uma ranhura. Depois que a mistura de grafita e argila era inserida na ranhura, uma tira fina de madeira era colocada justaposta a ela.Quando os lápis passaram a ser produzidos em larga escala, não eram pintados, a fim de que se pudesse constatar a qualidade da madeira utilizada. Os primeiros lápis eram confeccionados com cedro vermelho do Leste, uma árvore robusta e resistente encontrada no Sudeste dos Estados Unidos, especialmente no Leste do Tennessee. Atualmente milhões de lápis são produzidos anualmente. Eles são confeccionados em quase todas as cores e graus de dureza ou maciez possíveis e são projetados de tal modo que possam escrever em praticamente qualquer superfície e ter as mais variadas utilizações.
   Certamente é uma ferramenta indispensável para comerciantes, artistas e escritores. A caneta também possui uma história interessante. O primeiro sistema de papel e caneta remonta ao Egito antigo. Os escribas dos faraós e sumos sacerdotes utilizavam junco com as extremidades mascadas, formando filamentos que podiam absorver tinta. Com o passar do tempo, à medida que os pigmentos melhoravam, as canetas evoluíram e passaram a apresentar ranhuras em sua extremidade. No século XVI, penas de aves foram introduzidas e representaram um grande salto qualitativo nos instrumentos de escrita. Elas podiam ser afiadas, eram maleáveis e quebravam menos sob o peso da mão do usuário. Trezentos anos mais tarde, em meados do século XIX, o metal começou a ser utilizado (a caneta-tinteiro começara a ser desenvolvida), mas os usuários ainda tinham que mergulhar a ponta no tinteiro quando secava. Em sua essência, as canetas de meados do século XIX eram utilizadas da mesma maneira que o junco dos tempos dos faraós, milhares de anos antes. Assim como em Outras invenções, alguém se sentiu incomodado com o status quo e resolveu solucionar o problema. Foi exatamente o que aconteceu, em 1884, com o corretor de seguros Lewis Waterman. Ele queria encontrar um meio de acabar com a necessidade de ter que mergulhar a ponta da caneta no tinteiro. Antes de sua intervenção, os compartimentos de tinta não haviam sido incorporados às canetas porque era difícil controlar o fluxo da tinta.
   Waterman achou a solução. Para que a pressão se mantivesse durante o fluxo da tinta, era necessário que o ar substituísse a tinta à medida que ela fosse sendo usada. A fim de que isso ocorresse, ele criou dois ou três canais que permitiam que o ar e a tinta se movessem simultaneamente.
Posteriormente, foram desenvolvidas canetas esferográficas. A diferença entre as canetas-tinteiro e as esferográficas é enorme. Em uma esferográfica, a tinta é expelida pela força da gravidade, ou seja, quando apoiada sobre o papel ao ser mantida com a ponta para baixo (no momento de escrever). A tinta seca imediatamente e a ação é semelhante a pintar uma parede com um rolo. As canetas do tipo roller bali também são diferentes. Antes de mais nada, há a necessidade de uma tampa para que a tinta não resseque. A segunda diferença é que a esfera não aplica a tinta. Em vez disso, ela funciona como um regulador do fluxo de tinta e redutor de atrito. Além disso, a tinta é mais viscosa do que na caneta-tinteiro.
   Até o momento, ninguém parece ter conseguido resolver um problema inconveniente com as canetas esferográficas: o vazamento. Esperemos que esse seja seu próximo avanço tecnológico!

Alessandro Volta, Albert Einsten e Thomas A. Edison






O Conde Alessandro Giuseppe Antonio Anastásio Volta nasceu em Como, na Lombardia (atual Itália), numa época em que o nível de vida de sua família havia diminuído. Ao contrário do que se esperava, o jovem Alessandro não seguiu a carreira eclesiástica.
Quando jovem, não mostrou ser um menino prodígio. Começou a falar apenas aos quatro anos de idade e sua família estava convencida de que ele possuía problemas mentais. Entretanto, aos sete anos, quando do falecimento de seu pai, alcançava o nível de perspicácia para crianças de sua idade. A partir de então, Alessandro começou a progredir intelectualmente. Aos quatorze anos, decidiu que seria físico.
Alessandro Volta ficou fascinado com as máquinas e equipamentos que conhecia. Nesta idade, ficou fascinado pelos fenômenos da eletricidade. Em 1774, foi apontado como professor de Física na High School de Como e, no ano seguinte, inventou a "eletrophorous", uma máquina que conseguia acumular cargas. Alessandro Volta passou a ser conhecido por sua invenção e pelo seu resultado. Em 1778, Alessandro foi o primeiro a separar o metano.
Em 1779, recebeu um cargo de professor na Universidade de Pavia, onde continuou com suas pesquisas e seu trabalho em eletricidade. Inventou outros dispositivos que envolvem eletricidade estática.
Seu feito principal não foi na eletricidade estática e sim na eletricidade dinâmica, mais precisamente em relação à corrente elétrica. Alessandro Volta formulou a questão sobre o resultado que teria ao colocar dois metais diferentes em contado com um mesmo músculo.
Em 1794, decidiu montar um dispositivo onde encontrava-se dois metais diferentes, sem o contato de qualquer tipo de tecido. Como resultado de seu trabalho, obteve a informação de que havia uma corrente elétrica circulando entre os dois metais.
Aprofundando-se nas pesquisas, em 1801 Alessandro Volta comprovou sua tese construindo um dispositivo que produzisse um fluxo contínuo de eletricidade. Esse dispositivo recebeu o nome de "bateria elétrica", a primeira na história. Esta invenção levou Alessandro ao reconhecimento no mundo científico. A maior honra que Alessandro Volta recebeu foi à de seus amigos e colegas cientistas, quando surge a definição de unidade de força eletromotriz. Esta unidade recebe o nome de Volt.

A História (1745 - 1827)
Em fins do século XVIII, um novo ramo da física fascinava os pesquisadores: a eletricidade. Era estranho como dois corpos pudessem atrair um ao outro só porque tinham sido friccionados (atritados), gerando assim, aquele "fluido misterioso" chamado eletricidade.
Para a sociedade de então, eram experiências que lembravam a magia; mas os físicos desconfiavam que o estudo de tais fenômenos, que pareciam ser governados por leis bem determinadas, abriria caminhos a novos conhecimentos, vastos e interessantes. Já vislumbravam relações entre os fenômenos elétricos e a química, porquanto a eletricidade parecia favorecer determinadas reações ou dissociações de compostos, entre eles a água.
As experiências apresentavam grandes dificuldades, principalmente porque só se sabia produzir eletricidade friccionando dois corpos entre si. Com esta operação se obtém a separação de cargas elétricas superficiais, ou seja, um dos corpos passa a ter elétrons em excesso e no outro há falta deles. A diferença de eletrização resultante (negativa no primeiro e positiva no segundo) é demonstrada pela atração que se verifica entre os dois corpos.
Na época, ainda não se havia conseguido produzir a eletricidade de modo constante, com corrente fluindo continuamente através de um condutor. Existiam máquinas eletrostáticas rudimentares que serviam apenas para um número limitado de experiências. Para medir a quantidade de eletricidade com que se faziam as experiências, usavam-se procedimentos pouco sensíveis, capazes de medir cargas elétricas apenas quando estas fossem grandes. As quantidades pequenas de carga fugiam à capacidade de medida da época.
Foi Alessandro Volta, quem aprofundou os estudos dos fenômenos elétricos e conseguiu gerar eletricidade por meio de reações químicas. Construiu um estranho aparelho com moedas de cobre, discos de zinco e discos de feltro banhados com uma solução ácida, que servia para produzir com continuidade um movimento de cargas elétricas através de um condutor. Esse aparelho, chamado pilha, porque as moedas de cobre, os discos de feltro e os discos de zinco eram empilhados uns sobre os outros, o que viria abrir novos horizontes às pesquisas dos fenômenos elétricos.
Após este passo, pouco tempo bastou para que as relações entre as correntes elétricas e os campos magnéticos fossem descobertas. Para isso foi também de grande auxílio outra invenção de Alessandro Volta: um dispositivo que permitia medir quantidades minúsculas de eletricidade estática.

Albert Einsten 







 Albert Einstein nasceu a 14 de Março de 1879, em Ulm na Alemanha, de uma família judia da classe média. Embora tenha começado a falar só aos três anos, não é verdade que tenha sido um fraco estudante. Um traço evidente do seu carácter, que mais tarde se manifestou de forma proeminente no derradeiro trabalho científico, que o havia de ocupar durante largos anos, era a sua obstinação. Enquanto estudante, só se aplicava quando o assunto lhe interessava intensamente. A ciência foi uma preocupação na sua vida desde muito cedo. Com apenas um ano a família deslocou-se para Munich,
onde o pai Hermann e o tio Jacob iniciaram um novo negócio. Na fábrica do seu pai, o jovem Einstein maravilhava-se com a descoberta dos dínamos e de outras máquinas eléctricas. Dois outros acontecimentos parecem ter desempenhado um papel preponderante no acordar para a ciência do jovem Einstein. Aos cinco anos ficou profundamente impressionado quando o seu pai lhe mostrou uma bússola. Aos onze anos descobriu o que mais tarde designou o “livro sagrado de geometria”. Os livros de divulgação científica mostraramlhe que a Bíblia não podia ser interpretada literalmente, e o fervor religioso da juventude esmoreceu — fervor que desenvolveu apesar dos seus pais não praticarem a religião judaica — dando lugar a um persistente entusiasmo pela ciência.Na escola secundária, o “Gymnasium”, teve muito boas notas em física e matemática, mas era um aluno vulgar nas disciplinas que não lhe despertavam um particular interesse, como o francês e o alemão. Mais tarde Depois de ter publicado alguns artigos sobre mecânica estatística numa das revistas científicas com maior prestígio na época, o Annalen der Physik, o jovem oficial das patentes submete quatro
artigos cruciais para publicação, na mesma revista, em 1905: o primeiro propondo a hipótese dos quanta de luz, o segundo sobre o movimento browniano cujas leis contribuíram para o reconhecimento
da realidade física dos átomos, o terceiro sobre a electrodinâmica dos corpos em movimento que introduz a teoria da relatividade restrita e o último sobre uma consequência importante desta teoria, a inércia da energia ou E=mc2, talvez a equação mais famosa da história da física. A abordagem de Einstein em todos estes artigos tinha algo e comum: como ele explicou mais tarde, os seus trabalhos inseriam-se nas chamadas “teorias de princípio”. Partia de generalizações apoiadas numa grande profusão de evidências experimentais, mesmo quando tais generalizações pareciam ser contraditórias.   Com uma lógica irresistível, deduzia então as consequências dessas generalizações, pondo em destaque nesse processo várias noções que identificava como preconceitos a eliminar (como foi o caso do conceito de simultaneidade). Prosseguindo a mesma via, Einstein estabelece em 1909 quequalquerteoria satisfatória da luz deviacombinar aspectos da teoria ondulatória e da teoria corpuscular. Einstein apresenta este resultado na sua primeira lição convidada como membro da comunidade académica. Pouco antes, em 1909, tinha-se tornado professor extraordinário de física teórica na
   Universidade de Zurique. Em 1911 Einstein continua a via ascendente na carreira académica, ao aceitar a sua nomeação como director do Instituto de Física Teórica na Universidade alemã de Praga. Um ano mais tarde regressa a Zurique, desta vez como professor catedrático na sua alma mater (ETH). Mas novamente, não fica por muito tempo pois no ano seguinte volta a mudar de Universidade, na sequência do insistente e irrecusável convite de Max Planck e Walther Nernst, deslocando-se desta feita para a Universidade de Berlim no princípio de 1914, onde permaneceu até 1933, quando os nazis sobem ao poder e o forçam a abandonar a Alemanha para sempre. O convite para Berlim, é feito logo a seguir a ter sido eleito membro da Academia Prussiana das Ciências em Novembro de 1913. A ida para Berlim foi a última gota de água na já muito deteriorada relação com Mileva Maric. Mileva e os dois filhos do casal regressam a Zurique pouco depois, e Einstein reinicia uma relação que tinha começado em 1912 com a sua prima Elsa Einstein-Löwenthal (1876-1936), com quem celebra um casamento de conveniência em 1919, pouco depois de se ter divorciado de Mileva.
   Embora alguns cientistas tenham reconhecido a importância do trabalho de Einstein de 1905 sobre o princípio da relatividade, como foi o caso de Max Planck, Max von Laue e outros, o reconhecimento
da comunidade científica incidiu particularmente sobre as suas contribuições sobre a teoria quântica da luz. É certo que estas teorias também tiveram de enfrentar algum cepticismo e até forte oposição, da parte de muitos físicos, até à descoberta do efeito de Compton em 1923. Mesmo após a verificação por Robert A. Millikan em 1915 da fórmula do efeito fotoeléctrico muitos continuaram a duvidar da hipótese do quantum de luz. Quando em 1922 Einstein recebeu o prémio Nobel da Física referente a 1921, foi pela fórmula e não pela hipótese da qual a fórmula é derivada: "pelos seus serviços à física
teórica e em particular pela sua descoberta da lei do efeito fotoeléctrico”, segundo os termos do relatório da atribuição do Prémio Nobel em 1921.
   Em 1948 foi-lhe diagnosticado um aneurisma da aorta na zona abdominal. Na realidade, Einstein queixava-se de problemas abdominais desde o período de grande intensidade de trabalho enquanto completava a teoria geral da relatividade e nos anos subsequentes. Em Abril de 1955 deu-se uma ruptura do aneurisma e Einstein morreu. O seu corpo foi cremado mas só depois de o cérebro e os olhos tirem sido retirados durante uma autópsia não autorizada.
   No próprio dia da sua morte Einstein pediu à sua secretária, Helen Dukas, o seu caderno de notas com o projecto inacabado de mais uma teoria unificada da gravitação e do electromagnetismo.


Thomas Alva Edison 

 
   
A história regista muitos paradoxos (factos que parecem ser contraditórios entre si), mas nenhum mais estranho do que este: duas das maiores invenções acústicas(que dependem da habilidade de se ouvir sons) foram desenvolvidas por um homem parcialmente surdo.Esse homem foi Thomas Alva Edison. 

   As suas invenções foram o fonógrafo e o microfone de carbono para o telefone. O microfone de carbono, um aperfeiçoamento do instrumento de Alexander Graham Bell, usava pedaços de carbono para proporcionar poderes ilimitados à voz do utilizador.Edison nasceu no dia 11 de fevereiro de 1847 em Milan, Ohio. Quando jovem, todos lhe chamavam de "Al", em vez de "Tom" ou "Tommy". Quando tinha sete anos, a família mudou-se para Port Huron, Michigan. Thomas Alva Edison foi educado em casa pela sua mãe, professora, pois aos sete anos tinha sido expulso da escola por ter sido considerado atrasado mental. 
   Os seus interesses, contráriamente aos das outras crianças, centravam-se em especial nos campos da Física e da Quimica. Aos 12 anos começou a trabalhar numa estação de combóios como vendedor de jornais, sandes, doces e frutas aos passageiros. Era a Trunk Railroad, a linha que ia de Port Huron a Detroit.Durante esse período da sua vida, a surdez de Thomas Edison começou a tornar-se evidente.
   Quando perguntado, mais tarde, sobre a sua origem, ele contou a sua versão, que incluía dois incidentes.O primeiro aconteceu num dia em que Edison estava atrasado ao voltar para o combóio quando este estava a deixar a estação. Os seus braços estavam carregados de jornais enquanto corria ao lado do combóio. O condutor, querendo ajudar, puxou-o para dentro de um vagão de carga PELAS ORELHAS! Segundo Edison, " ...eu senti alguma coisa estalar dentro da minha cabeça... A minha surdez começou nesse instante e nunca mais progrediu..."Um segundo episódio envolveu um laboratório que Thomas Edison obteve a permissão de montar num vagão de bagagem vazio. Colocou no laboratório frascos de produtos químicos e passava o seu tempo livre a fazer experiências.
ntre outras das muitas invenções que lhe sairam das mão e da sua criatividade, destacam-se o telégrafo impressor, o telégrafo "quadroplex" (1874), o microfone de carvão que melhorava significativamente o modelo inventado por A. G. Bell inventor do telefone, o fonógrafo (1877), uma máquina de ditado, o kinetoscopio 1889), o antecedente mais direto da máquina de cinema dos irmãos Lumière, as pilhas alcalinas (1883) e muitos outros cuja a enumeração seria exaustiva.
   No entanto a sua invenção mais popular foi a utilização prática da iluminação eléctrica para a qual criou ainda mesmo antes de ter desenvolvido totalmente a sua invenção, a companhia de iluminação eléctrica "Edison" que recebeu apoio financeiro imediato graças ao grande prestígio pessoal de que gozava.
Edison tinha mais de 100 pessoas entre os seus funcionários a trabalhar em interruptores, soquetes, lanternas, isolantes e outros implementos relacionados com o projecto. Desenvolveram um dínamo para fornecer energia a sistemas de luz elétrica. A primeira demonstração prática, coroada com pleno êxito teve lugar em Menlo Park, no dia 21 de outubro de 1879, seguindo-se a inauguração do primeiro serviço de destribuição eléctrica da história instalada na cidade de Nova York em 1882, e que inicialmente contava com 85 utilizadores.
   Para poder disponibilizar este serviço, Edison inventou e aperfeiçuou a lâmpada de vácuo com filamento incandescente conhecida popularmente como lâmpada eléctrica.Construiu a primeira central eléctrica, (a de Pearl Street, Nova York), e desenvolveu a ligação em paralelo graças à qual quando uma lâmpada se fundia, as outras ficavam acesas.
   A esposa de Thomas Edison faleceu em 1884. Dois anos mais tarde voltou a casar-se. O nome da nova Sra. Edison era Mina.Uma "fábrica de invenções" (um novo laboratório) foi inaugurado em West Orange, Nova Jérsei em 1887. Foi lá que criou a sua câmara (quintógrafo) e o seu projector (quintoscópio) para filmes animados, no ano de 1891. Foram os primeiros modelos práticos.
  O quintoscópio era uma pequena caixa dentro da qual se "olhava". Dentro dessa caixa o filme de animação era projectado e visto por uma pessoa de cada vez, através de um buraco no topo. Um outro inventor criou, mais tarde, um projector para exibir filmes que podiam ser vistos por todas as pessoas ocupando uma sala.
   No ano de 1929 foi designado como o "Jubileu de Ouro da Lâmpada", o 50º aniversário de "nascimento" da lâmpada eléctrica. Henry Ford, o magnata dos automóveis criou, em Greenfield Village (Dearborn, Michigan) o "local permanente do nascimento da lâmpada". O laboratório de Thomas Edison foi removido de Menlo Park e estabelecido como uma exibição de museu. Ford também trouxe a estação de combóio onde o incêndio químico da juventude de Edison havia acontecido.Edison recebeu muitas honrarias nos seus últimos anos de vida e, a brincar, disse que podia "... contar as suas medalhas em litros". Entre esses prémios estava uma medalha de ouro especial do Congresso pelas suas "contribuições ao bem-estar da nação".
    Thomas Edison faleceu em 18 de outubro de 1931 e foi enterrado em Orange, New Jersey. Em 1960 foi eleito para a "Galeria da Fama dos Grandes Americanos" na Universidade de Nova Iorque. O seu laboratório em West Orange e a sua casa em Glenmont, próximo ao laboratório, foram dedicados em conjunto como sendoo "Ponto Histórico Nacional de Thomas Edison". Jornais e os primeiros modelos de invenções estão ali exibidos, e os interiores foram preservados. 

Fonte: Blog Genios Mundiais
           Wikipedia 

O Motor à Combustão Interna



   Muitas invenções e progressos são facas de dois gumes, tanto beneficiando quanto ameaçando a humanidade. O motor de combustão interna pode ser colocado nessa categoria. Ele aumentou a poluição
e acelerou o aquecimento global. Mas, sem ele, as pessoas não teriam chances de apreciar o ar livre e as auto-estradas. Fazendeiros e trabalhadores não teriam acesso a dias de trabalho menores e mais fáceis, e a vasta disponibilidade de energia elétrica para iluminação e utilização doméstica levaria algumas décadas a mais para ser implementada.
   O motor de combustão interna foi a força motriz do progresso no século XX e ainda está a nosso serviço.    Os motores a vapor, que utilizavam água aquecida, inicialmente por lenha e posteriormente por carvão, evoluíram lentamente no decorrer do milênio. Entretanto, eles possuíam uma série de desvantagens que limitavam a sua aplicação. Os motores a vapor eram grandes e pesados. Eles não podiam ser iniciados e parados rápida e facilmente. E — e este é o ponto principal — eram perigosos, com explosões de caldeiras e queimaduras causadas pelo vapor ocorrendo com muita freqüência.
   O motor de combustão interna solucionou essas limitações. No processo da combustão interna, um pistão se move em um cilindro no qual uma mistura de ar e combustível é comprimida e submetida a uma centelha.     A explosão força o pistão a se mover, conseqüentemente gerando força mecânica. Caldeiras externas, válvulas
de segurança, longas correias e acoplamentos estavam descartados. O motor de combustão interna solucionou essas limitações. No processo da combustão interna, um pistão se move em um cilindro no qual uma mistura de ar e combustível é comprimida e submetida a uma centelha. A explosão força o pistão a se mover, conseqüentemente gerando força mecânica. Caldeiras externas, válvulas de segurança, longas correias e acoplamentos estavam descartados. Um progresso significativo foi obtido por William Barnett, no
final da década de 1830. Ele colocou em prática o princípio de compressão, proposto na primeira década do século XIX, e patenteou o motor em 1838. Outros desenvolvimentos paralelos estavam ocorrendo no mesmo período, mas sua aplicação só foi alcançada no decorrer do século XX. Em 1873, George Brayton inventou um motor de dois tempos que aplicava a pressão constante de combustível, um precursor do motor turbo. Em 1895, Rudolph Diesel começou a trabalhar num motor de "ignição por compressão" no qual o calor gerado pelo ar comprimido no cilindro queimava o combustível sem o uso de velas.
   Os anos imediatamente anteriores e posteriores à virada do século X X levaram o motor de combustão interna a uma aplicação cada vez maior, fazendo com que se equivalesse e posteriormente ultrapassasse o motor a vapor. Charles Duryea adotou o motor a gasolina em sua "carruagem sem cavalos", enquanto os irmãos Wright foram os primeiros a voar utilizando um motor leve, especialmente projetado, movido a gasolina. Fazendeiros rapidamente aposentaram suas mulas e cavalos e montaram em seus John Deere e outras marcas de tratores que surgiram. Henry Ford colocou a América sobre rodas impulsionadas por um motor de combustão interna. Foram adicionados cilindros — dois, quatro, seis, oito e mais — e vimos o surgimento de aparelhos para limitar a poluição e diminuir o consumo de combustível, mas o motor de combustão interna continua muito similar ao padrão desenvolvido por Otto na década de 1870.
   Colocamos a energia nuclear em uso em um sem-número de aplicações, como a geração de energia elétrica, mas o motor de combustão interna ainda não pôde ser substituído pela eletricidade ou (lutra fonte de energia até agora desconhecida. Para o bem ou para o Rial, ele veio para ficar. Pelo menos por enquanto.

Satélite Artificial

    
            O, primeiro satélite artificial, o Sputnik lançado pela União Soviética em 4 de outubro de 1957. O lançamento colocou a URSS na frente da corrida espacial e iniciou a corrida espacial, uma das competições mais acirradas da Guerra Fria.
            O Sputnik, pesava cerca de 84 kg emitia sons em determinadas freqüências,.girava ao redor da Terra a cada 96 minutos, e se incendiou no início de 1958, ao retornar à atmosfera terrestre. O Sputnik 2 foi lançado logo em seguida, e ficou mais famoso porque era maior e não viajou sozinho. Uma cadelinha chamada Laika foi junto para o espaço. Depois, os americanos lançaram seu primeiro satélite, o Explorer 1, que só pesava 14 kg e foi capaz de descobrir o Cinturão de Van Allen, um cinturão magnético que protege a Terra da radiação solar.
            Um satélite é qualquer corpo em órbita ao redor da Terra ou de qualquer outro planeta, existem os naturais como a Lua e os artificiais feitos pelo homem. Tipos de satélites por função:
--Armas anti-satélites: chamados de satélites assassinos, para destruir satélites "inimigos" e outros tipos de alvos em órbita. Tanto os Estados Unidos quanto a antiga URSS têm esses tipos de satélites.
--Satélites astronômicos: para observações astronômicas, tanto no óptico, quanto em outras bandas do espectro eletromagnético.
--Satélites de comunicação: utilizados em telecomunicação.
--Satélites do Sistema Global de Navegação (GPS): enviam sinais de rádio a receptores móveis na Terra possibilitando a determinação precisa de sua localização geográfica.
--Satélites de reconhecimento: para observação da Terra ou para fins militares ou de espionagem
--Satélites de observação da Terra: monitoramento ambiental, meteorologia, mapeamento geográfico, etc.
--Satélites meteorológicos: para monitorar o tempo e o clima na Terra.
Aldeia Global
            Do celular à televisão as informações são transmitidas de um ponto da Terra a um satélite de comunicação lá em cima, e depois são retransmitidas para o lugar desejado. O que possibilita falar pelo telefone com alguém que está longe, e ver programas de televisão exibidos em países distantes.
            Antes das ligações via satélite, era uma complicação: era preciso instalar milhares e milhares de cabos através dos continentes e oceanos, assim como uma enorme quantidade de antenas, por onde as informações pulavam "de galho em galho"
            Com os satélites, as distâncias acabam encolhendo, como se todo o mundo pudesse estar em contato o tempo todo, não importa onde. Esse fenômeno de comunicação até ganhou um nome: aldeia global.
            Quem inventou essa expressão foi um pensador canadense, chamado Marshall McLuhan (1911-1980). "Aldeia" significa um lugar pequeno e conhecido. E global, porque atinge o mundo todo. A idéia de Aldeia Global, para ser real, depende 100% dos satélites. 
            McLuhan até hoje é lembrado por causa dessa idéia. Ele imaginou a aldeia global pouquíssimo tempo depois do lançamento do Sputnik 1. Mal sabia ele que, 40 anos depois, haveria tantos satélites pairando sobre nossas cabeças, tornando realidade o que ele havia imaginado.

Réplica do Sputnik

Satélite em órbita


 Fonte:


Anestesia



           A anestesia tem um papel fundamental na medicina: ela evita sofrimento e dor durante procedimentos cirúrgicos, exames e também é utilizada para amenizar sintomas dolorosos de doenças.
            Essa grande invenção na história da medicina não só beneficiou os pacientes, como também tornou mais fácil a vida dos cirurgiões, que não tinham mais que lidar com pacientes desesperados contorcendo-se de dor na mesa de cirurgia durante uma amputação, ou com uma fuga precipitada.
            Os pacientes só deixaram de ser amarrados e desmaiar graças a dois dentistas norte-americanos: Horace Wells e William Thomas Green Morton.
            O primeiro ficou conhecido por utilizar o óxido nitroso – também chamado de gás hilariante – como anestésico. No século XIX, nas tendas onde ficavam palhaços se divertindo havia também esse gást hilariante, em que as pessoas inalavam e ficavam felizes, rindo atoa. Num desses espetáculos,certa pessoa que tinha acabado de inalar o gás machucou a perna, o dentista que estava lá observou que a perna daquela pessoa estava escorrendo sangue e ela nada sentiu. O cientista muito inteligente pegou aquele gás e usou em um paciente, retirando o dente do mesmo e ele nada sentiu.Comprovando assim os efeitos anestésicos do gás.
            O segundo entrou para a história da medicina por protagonizar a primeira demonstração pública do éter numa cirurgia. Ao término do feito histórico, William voltou-se para o auditório e afirmou: “Senhores, aqui não há truques”. E mais: “Daqui a muitos séculos, os estudantes virão a este hospital para conhecer o local onde se demonstrou pela primeira vez a mais gloriosa descoberta da ciência.”
            A descoberta da anestesia foi uma das inovações clínicas que revolucionou a cirurgia. A anestesia com éter foi descoberta em Boston na década de 1840 e que ficou por mais ou menos 50 anos reinando na anestesia. Mais tarde o éter passou a não ser mais usado pois era altamente explosivo.
            Anos antes, em 1831, o clorofórmio havia sido elaborado, ele fazia anestesia só que deprimia rapidamente o coração. A primeira morte em anestesia foi com Clorofórmio.Também alguns manuscritos  de Wells , ensinava o emprego de extratos do ópio, mandrágora e meimendro misturados com vinho, que eram bebidos pelo enfermo, antes da cirurgia, para fins anestésicos.
            Os anestésicos locais mais empregados atualmente são: a xilocaína, a marcaína, a lidocaína, a tetracaína e a novocaína.


Métodos pouco indicados para impedir a dor no passado

• Os assírios comprimiam a carótida (artéria que leva sangue para o cérebro) do paciente até que ele ficasse inconsciente.
• Na Europa medieval era comum a concussão cerebral. A técnica consistia em golpear uma tigela de madeira colocada sobre a cabeça do enfermo de forma que o crânio ficasse intacto e o paciente inconsciente.
• Hipócrates, o “pai da medicina, usava a esponja soporífera (impregnada de ópio, vinho e plantas como o meimendro e a mandrágora) sob o nariz de seus doentes para nocauteá-los.
• Gelo ou neve eram utilizados no século 16 para congelar partes do corpo do paciente antes da cirurgia.
• Friedrich Mesmer, médico austríaco, usava no século 18 o “magnetismo animal” – na verdade uma forma de hipnotismo – como método anestésico.





Fontes:
http://super.abril.com.br/ciencia
www.infoescola.com › Medicina


           

Acelerador de Partículas

         Tratando-se em invenções e avanços do século XX, com certeza destaca-se o acelerador de partículas que se tornou uma das frentes de batalha mais promissoras na física atual.
            Trata-se de uma máquina capaz de quebrar os componentes mais ínfimos da matéria, como as partículas elementares do átomo. Por meio de campos magnéticos, o equipamento acelera feixes dessas partículas a velocidades próximas à da luz. Quando um feixe colide com outro, elas se estilhaçam em unidades ainda menores. O choque das partículas é registrado por detectores eletrônicos, permitindo aos pesquisadores estudar o que existe dentro delas. É com base em experimentos desse tipo que os cientistas esperam descobrir de que o Universo era constituído antes do Big Bang - a explosão primordial que deu origem às galáxias, às estrelas e aos planetas.
            Existem basicamente dois tipos de aceleradores: os lineares e os circulares. Nos lineares, as partículas são aceleradas dentro de um tubo linear. A energia máxima dessas partículas está limitada pelo comprimento do tubo e pela intensidade dos campos eletromagnéticos.
            Os aceleradores circulares fornecem muito mais energia para as partículas aceleradas. Isso se deve ao fato de que se pode acelerar dois feixes com cargas opostas ao mesmo tempo, assim as partículas ficam aprisionadas neste tubo em forma de anel, percorrendo este caminho muitas vezes até que atinja a energia máxima desejada. Com isso os feixes serão desviados e colidirão dentro de um detector.
            Os aceleradores de partículas foram inventados na década de 1920 como uma ferramenta para a investigação em física. Por fora, parecem grandes túneis, e podem ter vários quilômetros de extensão. Dentro deles, partículas como protões, electrões, positrões, anti-protões e diferentes tipos de iões são acelerados.
            O estudo das partículas elementares constituintes de núcleo atómico se iniciou de um pequeno acelerador desenvolvido em 1927 pelos físicos ingleses J. D. Cockcroft e E. T. S. Walton na Universidade de Cambridge, Inglaterra. Estes cientistas através do dispositivo conseguiram realizar primeira reação nuclear induzida artificialmente ganhando assim o Prémio Nobel de física de 1951.
            O Large Hadron Collider ou LHC (Grande Colisionador de Hadrões) é o maior acelerador de partículas do mundo construído até hoje, e está localizado no CERN que é o Laboratório Europeu de Física de Partículas, situado perto de Genebra, Suíça. Que tem por objetivo a investigação científica pura, sem objetivos militares.
            O LHC entrou em funcionamento no dia 10 de Setembro de 2008. Trata-se de um projeto grandioso em que participaram mais de 10 mil cientistas e engenheiros de 580 universidades e de cerca de 100 nacionalidades. É um anel circular, com 27 km de comprimento e cerca de 8,6 km de diâmetro, localizado a 100 metros abaixo da superfície, na fronteira da França com a Suíça.Hoje em dia existem cerca de dez mil aceleradores de partículas espalhados pelo mundo, metade dos quais são utilizados em medicina e apenas alguns em investigação fundamental.
            Em medicina, os aceleradores têm duas aplicações: imagiologia (diagnóstico por imagem do corpo) e terapia com radiofármacos (tratamento a doentes cancerosos). Este aspecto torna a terapia de protões ideal para o tratamento de tumores que se situam perto de órgãos delicados, onde a precisão é vital. 
            Exemplos comuns de aceleradores de partículas existem nas televisões e geradores de raios-X, na produção de isótopos radioactivos, na radioterapia do câncro, na radiografia de alta potência para uso industrial e na polimerização de plásticos.
         


Acelerador de partículas – LHC

Colisor Tevatron do Fermi National Accelerator Laboratory




Fontes:

O Telégrafo

Um dos fatos mais interessantes na história da invenção do telégrafo foi que seu inventor, Samuel F. B. Morse, começou a vida como artista, mais especificamente como retratista. Normalmente, as pessoas que são criativas nas ciências humanas não se envolvem em atividades que tenham a ver com mecânica, mas sempre existiram exceções a essa "regra". Na verdade, o primeiro exemplo seria Leonardo da Vinci.
Após se formar na Universidade de Yale, em 1810, Morse embarcou para a Inglaterra com o intuito de estudar arte. E foi o que realmente fez, retornando aos Estados Unidos em 1813 e se aprimorando
gradualmente até se tornar um dos melhores retratistas da América. Ele retratou diversas personalidades da época, incluindo outro inventor, Eli Whilney, que inventou a máquina descaroçadora de algodão.Morse sempre teve interesse pela ciência. Um dia, em 1832, ao retornar de uma de suas viagens à Europa, ele escutou por acaso algo que estimulou sua imaginação. A conversa era sobre a invenção do eletromagneto, por Joseph Henry, um aparelho que, conforme Morse saberia mais tarde, era capaz de emitir um impulso através de um fio. Na verdade, Morse soube que, em 1831, Henry havia enviado um impulso através de um fio com mais de 1.600 metros de extensão. Um impulso elétrico, gerado por uma bateria, percorreu
um fio e, ao chegar à outra ponta, fez com que um sino, acoplado a um ponto magnético, tocasse.A idéia de Morse era criar um sistema de comunicação utilizando uma linguagem baseada em impulsos elétricos. Apegando-se a tal idéia, ele começou a criar uma série de transmissores e receptores
magnéticos e, três anos após ter escutado a conversa no navio, Morse já estava preparado para testar os protótipos. Prendendo- se cada vez mais às suas criações mecânicas, em 1837 ele abandonou completamente a arte e um ano mais tarde desenvolveu uma série de pontos e traços que viriam a ser conhecidos como "código Morse" O problema para Morse, então, passou a ser testar sua invenção em grande escala. Para tanto, ele trabalhou duro no intuito de persuadir o Congresso dos Estados Unidos a patrocinar seu projeto. A princípio ele não foi bem-sucedido em seus esforços para convencer o Congresso, mas posteriormente Morse persuadiu os congressistas e foi estendida uma linha percorrendo os quase 60
quilômetros que separam Baltimore de Washington. Os expectadores, com a respiração suspensa, assistiram a um operador telegrafar a mensagem que seria recebida na outra ponta da linha: "O que Deus fez?"
Até mesmo Morse enfrentava problemas com relação ao registro da patente — como muitos outros inventores tiveram — e foi processado diversas vezes por muitas pessoas que aspiravam a ter direitos pelas patentes dele. Finalmente, o litígio definitivo chegou à Suprema Corte americana. Em 1854, a Corte decidiu a favor de Morse.
Ironicamente, o único homem que não processou Morse foi justamente aquele que poderia reivindicar algo: Joseph Henry. Foi Henry quem inventou o sistema de relés que permitiu que o sinal telegráfico fosse ampliado e pudesse ser receptado em seu destino, mas Morse nunca reconheceu isso. Na realidade, assim como alguns outros inventores, ele nunca reconheceu o auxílio de alguém.
Com o passar dos anos, o aparelho de recepção também foi redesenhado. Primeiro, havia um rolo de papel contínuo e um instrumento pontiagudo que perfurava o código, e então um dispositivo usando tinta tomou seu lugar. Por volta de meados da década de 1850, descobriu-se que os operadores eram capazes de escrever o código se algum tipo de "sonorizador" fosse utilizado. O sonorizador passou a ser adotado e seu som característico se tornou famoso em muitas cenas de filme em que a vida estava por um fio. Morse morreu aos 81 anos, em 1872. Sua invenção o tornou rico e ele se tornou um filantropo, contribuindo para organizações
missionárias e de assistência a dependentes do álcool, assim como para escolas.

Computador pessoal/ de mesa

   Os computadores de mesa de hoje estão geralmente associados a adjetivos usados no marketing referente a máquinas — "design arrojado", "moderno" e de "alta tecnologia" — e operados por infomaníacos ou genios, como Bill Gates, da Microsoft, ou Steve Jobs, da Apple. Diferentemente do que se possa supor, o computador de mesa é simplesmente o último passo de uma longa evolução. A maioria das pessoas simplesmente associa os computadores mais antigos às máquinas de aparência industrial que atulhavam as salas e efetuavam cálculos lentamente nas décadas de 1940 e 1950. Com o passar do tempo, essas máquinas ficaram cada vez menores e mais rápidas em seus cálculos, até que o computador de mesa surgiu no início dos anos 1980. Existem dois tipos b á s i c o s de computador. O primeiro é o computador analógico. Computadores analógicos efetuam cálculos baseados em quantidades que variam continuamente, como a temperatura, a velocidade e o peso. Em vez de efetuarem um cálculo aritmético, os computadores analógicos "computam" uma coisa através da mensuração de outra. O desenvolvimento do primeiro computador moderno é creditado a Vannevar Bush, engenheiro elétrico do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), na década de 1930. O computador atendia àquilo de que ele e sua equipe precisavam: uma maneira de reduzir o tempo gasto na tarefa de resolver equações matemáticas que, por sua vez, auxiliariam na solução de problemas de engenharia.
   O que eles procuravam era a automação do processo de solução de problemas. Finalmente, em 1936 eles criaram o "analisador diferencial".
   O computador pesava 100 toneladas, possuía 150 motores e centenas de metros de fio. Isso significava trabalho e equipamento demais para o que havia sido idealizado. Estimava-se que a máquina trabalhava a uma velocidade 100 vezes superior à de alguém utilizando uma calculadora. Apesar de terem obtido um sucesso considerável para a época, em meados da década de 1950 muitas das tarefas mais complexas executadas pelos computadores analógicos estavam sendo realizadas com maior rapidez e precisão por computadoresdigitais. Mesmo assim, computadores analógicos ainda são utilizados para cálculos científicos e navegação de espaçonaves, entre outras coisas.
   O segundo tipo de computador é o já mencionado cocomputador digital. Ele é programável e processa números e palavras de maneira precisa e em altíssima velocidade. E importante assinalar que o computador digital foi desenvolvido por motivos idênticos aos do analógico: a interminável busca por aparelhos que amenizassem os esforços na execução de tarefas. Apesar de existirem registros de dispositivos de cálculo tão antigos quanto o ábaco, do século V a.C, e as pedras utilizadas para cálculos pelos mercadores em Roma,
nenhum desses equipamentos primitivos era automático.
   Uma pessoa que não aceitava erros era Charles Babbage, um jovem e brilhante matemático inglês. Em 1822, Babbage produziu um pequeno modelo de sua "máquina diferencial". Esta adicionava e imprimia tabelas matemáticas à medida que um usuário acionava uma alavanca na parte superior dela.
   O aparelho nunca chegou a ter grande produção, mas pouco depois Babbage já havia desenvolvido sua "máquina analítica", uma máquina automatizada e programável que realizava uma série de funções matemáticas. Vinte anos mais tarde, essa tecnologia auxiliou o governo dos Estados Unidos a completar os dados do senso populacional. A evolução do computador digital está intimamente associada à Segunda Guerra Mundial e foi o advento do computador, aliado à habilidade de seus usuários, que mudou o destino
da guerra. O Colossus foi um computador desenvolvido pelos britânicos com a finalidade específica de decifrar os códigos alemães.
   A característica mais importante daquilo que as pessoas poderiam chamar verdadeiramente de computador era a capacidade de armazenar um programa. O primeiro computador a armazenar um programa operacional completo foi exibido na Universidade de Cambridge em maio de 1949.
   O primeiro computador comercial dos Estados Unidos surgiu em março de 1951, possuía 1.000 palavras de 12 dígitos em sua memória e podia efetuar 8.333 adições e 555 multiplicações por segundo. A máquina possuía cinco mil tubos e ocupava mais de 60 metros quadrados, espaço consideravelmente menor ao ocupado por modelos anteriores. O escritório de Censo Demográfico do governo americano foi quem primeiro comprou o computador. Os primeiros computadores da IBM foram produzidos em Pough keepsie, Estado de Nova York. A primeira encomenda foi entregue em março de 1953. Um total de 19 computadores foi vendido, cada um deles com capacidade de efetuar 2.200 multiplicações por segundo.
   O resto, como se costuma dizer, é história. Os computadores de mesa hoje são mais rápidos, menores, possuem maior memória e têm a capacidade de efetuar muito mais funções que seus predecessores
— tudo isso graças à invenção do microchip.
   Os computadores desempenham um papel crucial em todas as áreas da vida moderna e irão assumir uma importância cada vez maior na maneira como vivemos e interagimos. Esse potencial de interação evoluiu com o crescimento da internet, onde muitas pessoas estão conectadas a outras ao redor do mundo.

O Rádio

   Do mesmo modo que uma grande quantidade de invenções, o rádio dependeu, para sua criação, de duas outras: o telégrafo e o telefone. E, do mesmo modo que outros inventos, envolveu um número razoável
de pessoas. No centro do surgimento do rádio está Guglielmo Marconi, um físico italiano que utilizou as idéias de outros e as reuniu em seu primeiro "radiotelégrafo". Antes de Marconi, James Maxwell, um físico escocês, foi quem primeiro postulou, nos anos 1860, que era possível enviar radiações eletromagnéticas através do que até então era conhecido como "éter". Heinrich Hertz, também físico, conseguiu demonstrar, cerca de 20 anos depois de Maxwell, que tais radiações realmente existiam e chamou-as de "ondas hertzianas". Foi então que, em 1894, Sir Oliver Lodge, um cientista inglês, enviou um sinal semelhante ao código Morse a uma distância de 8 0 0 menus. 
   Infelizmente, tanto Hertz quanto Lodge consideraram as ondas de rádio apenas uma excentricidade científica, sem qualquer aplicação prática. Obviamente, o julgamento deles não foi compartilhado por todos. Um cientista russo chamado Alexander Stepanovich Popov pressentiu algumas aplicações práticas, incluindo a emissão e recepção de sinais a quilômetros de distância, algo extremamente eficiente para a comunicação com barcos. Na Rússia, Popov é aclamado como o inventor do rádio.Enquanto Popov trabalhava na Rússia, Marconi trabalhava na Itália. De fato, Marconi estava realizando uma série de experiências numa propriedade de sua família em Bolonha; uma delas consistia em impulsionar a energia de um sinal para enviá-lo para o lado
oposto de uma colina. Ele obteve sucesso quando ligou uma extremidade de seu transmissor a um longo fio que, por sua vez, estava fixado ao topo de um poste. A invenção evoluiu gradualmente, ficando cada vez mais potente, até o ponto em que Marconi pôde enviar o feixe de ondas de rádio a uma distância de mais de 14 quilômetros através do Canal da Mancha. Encorajado pelo sucesso, Marconi e seu primo fundaram a
Wireless Telegraph and Signal Company. Em 1899, ele estabeleceu uma estação "radiotelegráfica" na Inglaterra para se comunicar com outra estação na França, que estava a 5 0 quilômetros de distância. Alguns cientistas, sem dar muita importância ao fato, afirmaram que qualquer tentativa de transmitir o sinal a uma distância maior seria impossível. Em 1 9 0 1 , a teoria científica vigente sustentava que era impossível o envio de um sinal de rádio a uma distância muito grande por causa da curvatura da Terra. Assim como a luz, as ondas eletromagnéticas se deslocavam em linha reta, o que tornava impossível curvatura. No dia 11 de dezembro daquele ano, Marconi preparou um teste no qual um sinal seria enviado por 3 . 2 0 0 quilômetros, partindo de Poldhu, cidade no condado inglês da Cornuália, em direção a St. John's, na província canadense de Newfoundland. Ele emitiu a letras, o sinal foi receptado e o mundo inteiro logo tomou conhecimento.
   Havia um certo mistério a respeito de como exatamente ele conseguiu essa proeza. Para o teste, Marconi havia substituído o fio receptor normalmente utilizado por um aparelho chamado de "coherer", um tubo repleto com limalha de ferro, capaz de conduzir ondas de rádio. Ninguém, na época, sabia explicar como o aparelho funcionava, mas muitos acreditavam que havia alguma relação com a "ionosfera", que refletia os raios eletromagnéticos. Entretanto, em 1924, o mistério foi elucidado: havia uma camada eletrificada
na porção mais alta da atmosfera capaz de refletir tal radiação, que
podia ricochetear nessa camada e atingir o seu destino que a sua invenção estava sendo usada em navios de guerra das marinhas britânica e indiana e em 298 navios da marinha mercante britânica.
   Uma série de acontecimentos continuou a espalhar os feitos do rádio pelo mundo; entre os mais reconhecidos está a captura do famoso assassino Hawley H. Crippen e de sua amante após o capitão de um barco onde eles se encontravam ter sido alertado da presença dos fugitivos pelo rádio. Outra demonstração de sua importância pôde ser verificada quando do naufrágio do Titanic, em 1912. O rádio se tornou, obviamente, uma das mais importantes invenções da História.

A Televisão

   A maioria das pessoas imagina que o surgimento da televisão foi uma conseqüência do aperfeiçoamento e da popularização do telefone, do cinema e do rádio, mas a realidade é que as primeiras pesquisas e experiências se iniciaram em meados do século XIX! Provas teóricas da relação entre luz e eletricidade — essenciais para a transmissão de TV — haviam sido detalhadas por Michael Faraday em uma série de experiências na década de 1830, e havia também outros insights.
   Apesar de essas descobertas aparentemente terem aberto caminho para que o surgimento da televisão tenha ocorrido relativamente cedo, havia outros obstáculos técnicos no caminho, incluindo o fato de que a transmissão do som por ondas — essencial para a transmissão de TV — era desconhecida.
   Os sinais de TV são transmitidos eletronicamente, o que significa que as ondas luminosas que serão transmitidas devem ser convertidas em sinais eletrônicos, e isso não é tão simples de realizar. O primeiro avanço para a solução desse dilema veio em 1873, quando foi descoberto que o elemento químico selênio apresentava uma variação em sua resistência elétrica proporcional à quantidade de luz a que era submetido. Assim, tornava-se possível converter a luz em sinal eletrônico ou "pulso", que, teoricamente, poderia ser enviado por meio de um cabo ou transmitido pelo ar.
   Em 1883, o engenheiro alemão Paul Nipkow apresentou um dispositivo utilizando um disco rotativo de varredura perfurado por minúsculos orifícios em forma de espiral. Esse disco dividia uma imagem numa série de pontos que, por sua vez, atingiam uma fotocélula. Esta enviava uma série de pulsos elétricos a um receplor, onde um outro disco de varredura estava posicionado em frente a uma luz e "organizava" os padrões de pontos numa imagem. Era uma imagem rudimentar e um tanto vaga, mas essa foi a primeira imagem televisiva.A TV em cores se tornou uma realidade em 1953, com o primeiro aparelho colocado à venda em 1954. Cada aparelho com tela pequena custava 1.000 dólares, mas, na virada do século XXI, a
TV em cores deixou de ter a mesma importância. A tecnologia da TV continua a evoluir juntamente com conexões com novas tecnologias de mídia, como o DVD e a internet. Mas é impossível prever o quanto a TV aumentará sua importância em nossas vidas e nas das futuras gerações.